Diário de memórias


Ontem á noite voltei à casa dos sonhos,
Lá estavam todas as partes decepadas de mim, minhas partes feias que tive que esconder para caber no mundo.
Onde foi parar meus sentimentos? Agora eles estão gritando, não os sinto.
Vejo passar como uma tempestade que fica.
Dói hoje,
Amanhã não dói mais.


Por Filipe...

Eu conheço seus sentimentos mais íntimos.
Coloca em seu coração, minha menina...
Que o ferro quando bate nas costas arde,
Mas a dor pode transformar o que está podre em pedra preciosa.


Desesperança

Pedra bruta em um jardim de ossos
Em açoite se fez o estrondo,
A agonia das noites sob a luz das velas,
O pranto rolava em descompasso,
A alma gritava a injustiça: preto, mestiço, mulato.

No embaraço da civilização,
Escondi-me ao longe e observei,
Medo nos olhos, os olhos amedrontados.
- Não há espaço pra nós, o centro da Terra é o fim do mundo.


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